Ontem e hoje…

… você acordou falando “mamain”. Sim, um “mamain” repetido e treinado durante minutos seguidos, há quase um mês atrás e que quase parou meu coração. Então ontem você achou por bem falar “daidai” também. Para o papai não ficar tão chateado. Mamãe tem um mês de prerrogativa sobre o papai. E uma língua inteira, porque essas palavrinhas estão banhadas na malemolência do português, viva!

… agora que engatinha, achou por bem também ficar em pé. Que é para nem dar tempo da gente se acostumar com essa filha que virou outra e ela já vira outra de novo. Engatinhando sobre três apoios você corre o mundo, o apartamento, o restaurante e tudo o mais que se apresentar. Em pé vai mais cabreira, olhando ao redor e investigando coisas.

… e como investiga! Curiosa, nenhum livro passa desapercebido. Faminta de histórias, devora ainda uns nacos dos seus prediletos, que é para ninguém dizer que não tem fome de intelectual.

… seu rosto são milhares de expressões e de sorrisos. Meu favorito é aquele de boca aberta, sorriso de rosto inteiro, mostrando os dentes e se aproximando do meu rosto para aquele beijinho de ventosa na bochecha. Ou no nariz, se me pegar desprevenida.

… já faz a francesa, resmungando enquanto brinca. Enquanto engatinha. Enquanto come. Enquanto mama. Resmungando ou contando uma interminável história, fica a dúvida. História para o peito, para os livros, para os brinquedos, para o chão, para a comida. E por vezes, bufa, como bufa! Bufa com carinha blasée, no melhor estilo “vocês são nuls“. Temo a adolescência.

… decidiu que a vida é muito curta para ficar parada enquanto troca de fraldas. Ou de roupa. Socorro! E que nenhuma tomada e nenhum fio são impedimentos o suficiente para suas explorações. Não, que palavra é essa mesmo?

… mamando, troca olhares cheio de vida. E quando dorme, tem a expressão mais tranquila deste mundo. Faz as caras mais engraçadas quando fica surpresa ou perplexa. Tem uma expressão bonachona quando está concentrada. Ruge como uma leoazinha quando tem um objetivo. Vive uma aventura a cada refeição. E gargalha com tanta verdade que me faz gargalhar junto. Chorando. O coração doído de tanta emoção.

Não sei se os filhos deixam as mães bobas. Ou se revelam beleza em coisas tão simples.

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