Selos

Primeira vez que recebo um selo aqui na blogosfera materna. Eba! É como uma espécie de reconhecimento por algo que, para mim, é o prazer de escrever e de compartilhar minhas reflexões. E o selo Very inspiring blogger me foi dado pela querida Marusia do Blog Mãe Perfeita. Obrigada! Ei-lo aqui:

very_inspiring_blog_award

Estou toda, toda, me sentindo inspiradora, além de inspirada. Agora, cabe contar sete fatos sobre mim e nomear outros 15 blogs e blogueiras que me inspiram nesse mundo tão cheio de bons encontros, segundo as regras abaixo. Dêem uma olhada:

very_inspiring_blog_regras

 

Sete fatos sobre mim:

  1. Sou uma brasileira atípica: detesto café. O gosto do café me dá vontade de vomitar. Nem com leite vai porque – pasmem! – eu também detesto leite. Como queijo como se não houvesse amanhã, mas não venha me oferecer um leitinho quente ou você corre o risco de conhecer meu lado negro. Por aqui, as pessoas adoram terminar as refeições me propondo um cafezinho, acreditando que vão me deixar muito contente com essa memória gustativa de casa. E nunca entendem como é que eu posso detestar um produto tão brasileiro. Sim, porque todos os brasileiros gostam de café, samba, futebol e praia, né?
  2. Não, porque eu também detesto calor. Adoro samba, futebol e praia, mas aquele calor escaldante, que te obriga a passar o  dia inteiro parada e transpirando, sai do banho e está transpirando, come transpirando, pensa em alguma coisa… transpirando, deita para dormir e transpira ainda mais… Gente, isso não é divertido nem nas férias, isso é a visão do inferno. A gente dorme mal, passa o dia mal, lesmando, se arrastando para fazer as coisas. No alto verão, sempre renovo o meu desejo de ser um gato e me largar toda esticada sobre o assoalho frio da cozinha por três dias seguidos, sem medo de ser fresquinha e feliz.
  3. Aliás, adoro gatos. Na infância fui uma garota-cachorro. Mas bastou sair da casa dos meus pais para adotar três gatinhas. Tem coisa mais deliciosa que gato? São lindos, silenciosos, engraçados, companheiros como poucos. Besta é quem diz que gato não se apega, minha Josephine passou meu mestrado e meu doutorado inteiros sentada ao meu lado ou no meu colo, nas longas e intermináveis horas de escrita, plantada na frente do computador, que só não foram mais penosas porque tive sua companhia constante. E, ainda, a cada vez que estive triste, lá estavam ela, Charlotte e Donatella me rodeando, sempre prontas para um carinho ou uma brincadeira. Gente, não existe tristeza quando se tem gatos por perto.
  4. Meu maior sonho não realizado era ser bailarina e dançar um pas de deux. Fiz ballett clássico durante boa parte da minha infância e adolescência e tinha isso impregnado na minha alma de tal forma que nem me colocava em dúvida. Até que minha professora, um dia, disse que eu não seria uma grande bailarina e isso me deixou tão triste que demorei anos para me recuperar. Larguei o ballett, mas continuei dançando e a dança nunca saiu de mim. Até hoje, sonho que estou dançando na ponta dos pés e é tão real a sensação que sinto meus pés espremidos nas sapatilhas como na época. E adoro.
  5. Na época do sonho de ser bailarina, o ápice dele seria poder fazer parte da Royal Academy inglesa. Na primeira vez que fui a Londres, corri comprar ingresso para assistir “O lago dos cisnes”, interpretado pelo corpo de baile da Royal Academy. Era como um primeiro encontro com aquele amor platônico com o qual você se correspondeu a vida inteira, sem nunca tê-lo realmente conhecido, sabem? Chorei rios durante o espetáculo.
  6. Londres, por sinal, é minha cidade favorita. Daquelas que conheço, óbvio. Nunca me senti tão bem em um lugar como em Londres. Adoro o humor britânico, aquela mordacidade misturada com uma timidez, um certo pudor, um constrangimento quase. Esse paradoxo entre o jeito circunspecto e o modo como eles são capazes de se acabar em uma festa os tornam divertidíssimos. Fora os museus gratuitos. Não há como não amar uma cidade em que museus são de graça.
  7. Meu amor pela arte? Devo a meus pais, que sempre me levaram aos museus, onde quer que estivéssemos. E que tinham reproduções de algumas obras conhecidas penduradas nas paredes de casa, para as quais olhei por anos e anos, cotidianamente, até reencontrá-las por acaso nos grandes museus do mundo muito mais tarde e poder, finalmente, entender que arte é convivência. E devo também à minha irmã, que me mostrou pela primeira vez como a arte contemporânea pode ser divertida, ao me apresentar Duchamp.

Minhas 15 inspiring bloggers:

  1. a Carol, do Meu parasita querido.
  2. a Gabi, do Aos queridos, curiosos e pacientes.
  3. a Paula, do Paulatinamente.
  4. a Natalie, do Mãederna.
  5. a Naty do Menina, mulher e anseios.
  6. a Ilana do 1+1 são três.
  7. a Dani, do Balzaca materna.
  8. a Gabi, do Dadadá.
  9. a Nivea, do Que seja doce.
  10. a Karine, do Ká entre nós.
  11. a Comunidade Aleitamento Materno Solidário.
  12. a Lígia, do Cientista que virou mãe.
  13. a Fernanda, do Blog de uma mulher que corre (e rema) com os lobos.
  14. a Ceila e a Sueli, do Desabafo de mãe.
  15. a Paula, do Orangotango.

Até o próximo “selinho”!

12 comentários sobre “Selos

  1. Que honra!!!
    Obrigada querida, ser inspiradora ao lado de tanta gente bacana assim, mesmo quase não escrevendo blog, é delicioso.
    Saiba que o inverso também se aplica 😉
    Quando conseguir (leia-se: depois que voltarem as aulas) vou lá postar o selo.
    Beijo

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